segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

TRIÂNGULO AMOROSO






Um rapaz está apaixonado. Insisti em dizer que não é somente uma paixão, mas sim um verdadeiro amor eterno. Admite que jamais sentirá algo assim e que não sabe ou não pode se declarar, afinal sua timidez o impossibilita, mas, não é só isso, na verdade Luiz se encontra numa situação embaraçosa, totalmente vergonhosa e por certo duvidosa. Deve ser cauteloso e pacifico ou poderá enveredar-se por caminhos tortuosos e prejudiciais.
A moça por quem Luiz suspira é uma misteriosa donzela, meiga, simpática, inteligente, espontânea e um tanto volúvel. Afirma sentir amor por Pedro ao passo que não sabe se quer casar-se. Assim é Ana Clara: uma garota sonhadora, porém de uma sensatez e decisão espantosa.
Pedro, ah! Como morre de orgulho por namorar a Clarinha, menina dos seus olhos, sua verdadeira paixão... Mas Pedro apesar de amá-la tanto e tão intensamente tem falta para com Clarinha. É um tanto relapso no namoro, as suas atenções fogem por ora á Ana. Pensa muito em casar-se, luta muito para que isso logo aconteça, mas da pouco valor aquilo que muito importa “a noiva”.
Por conta desse incomodo o namoro não vai nada bem, Clara sente falta de um namorado presente, um amigo, um companheiro,e embora tendo amigas com quem desabafar sente sua falta, Todas as amigas são unânimes em aconselhar para que termine com Pedro. Que por outro lado tem um só amigo, na verdade melhor amigo muito mais que um irmão, um verdadeiro amigo, Luiz.
Pedro pede para que Luiz tente conversar com sua amada, Luiz se recusa acha que essas questões devem ser decididas entre o casal, mas o amigo insiste afirma que não sabe como agir e lembra que sempre que passou por situações semelhantes quem o ajudou? Luiz. Além do mais a Clara simpatiza muito com o Luiz os dois tem características comuns, Pedro deposita todas as suas fichas no amigo Luiz. ”você fará com que ela me entenda”.
Clara e Luiz dão continuidade a o que se pode tornar uma longa amizade. E se tornou. Ana e Lú apelido carinhoso que Clara lhe deu, tornaram-se verdadeiros amigos, confidentes e muito unidos.
A paixão de Luiz cada vez mais se desenvolvia tudo que Clarinha falava era como musica aos seus ouvidos, os pensamentos, os gostos, os lugares sempre eram comuns aos dois e algumas vezes aos três. A amizade continuou os conselhos nem sempre...
Luiz não suportava mais aquela situação, queria falar o que estava sentindo, sabia que tinha que fazer aquilo, precisava se sentir aliviado, mas pensava muito em seu amigo, Luiz gostava demais de Pedro, eram como irmão sempre fora fiel ao amigo. Sentia-se muito mal com toda essa situação, mas temia em se afastar de uma das duas partes envolvidas ou até mesmo das duas ao mesmo tempo.
Mas sentia em seu coração um sentimento recíproco de Clara, na verdade pensava que se nunca tomasse a iniciativa jamais contestaria se havia mesmo intenções além de amigáveis por parte dela.
Mas isso precisava ter fim. Um dia foi à casa de Clara como de costume, mas dessa vez era diferente sentira seu coração acelerado, despontando para fora era como se naquele momento fosse decidir toda sua vida.
Ao chegar ao seu destino se depara com uma desagradável surpresa. Encontra-se com Pedro que por sua vez está travando uma discussão com a namorada. Ao chegar é logo percebido pelo amigo que age estranhamente. Sai rapidamente do local, tendo em sua face um olhar de reprovação, poderia mesmo dizer, de raiva, decepção. A cabeça do amigo se confunde, Não sabe se é por conta da briga com Clara ou por estar zangado com ele, ou quem sabe se o segundo motivo não se relacionava com o primeiro?
Luiz entra no recinto e vê clara chorando, há uma troca de olhares juntamente com alguns poucos minutos de silêncio, os enamorados se aproximam e numa fração de segundos ocorre o (in) esperado, um beijo.
Um beijo rápido quase que imperceptível, mas para Luiz uma eternidade uma troca de sentimentos, uma confirmação dos mesmos, uma sensação de prazer absoluto e ao afastar-se uma sensação de perda, de infidelidade, de vergonha. Promete jamais contar a ninguém.
Depois do ocorrido perde-se por um tempo contato com a grande paixão e também com o fiel amigo.
Luiz sente fúria dentro de si, e uma terrível culpa pelo ato mais errado que já cometeu.
Por algum tempo Pedro e Clarinha passam, por péssima situação no namoro a então noiva parece esconder algo, demonstra estranheza na relação, então aquilo que parecia ser uma grande realização é posto um fim. Luiz ao saber do ocorrido, ainda não se sabe como, pensa que agora teria chegado sua grande chance decide procurar a moça e logo em seguida revelar tudo ao bom companheiro.
Ao chegar encontra Ana depois de certo tempo, o coração ainda pulsa, mas sente indiferença com relação ao sentimento alheio. Teria ela reprovado o beijo? Teria a doce Clarinha esquecido do seu amado? Ou na verdade Ana Clara gostasse mesmo de aventuras?
Clara percebendo o ar duvidoso que estava no olhar do amigo, convidou-o para sentar-se alegou ter gostado dos momentos que passaram das conversas que tinham, da ajuda que Luiz teria “tentado” dar para salvar o seu namoro, e por fim teria sido conivente com aquele beijo, mas tudo passou de um engano um precipitado engano, Clara chegou a pensar que Pedro fosse sua grande paixão e Luiz se enquadraria no titulo de sua alma gêmea. Tudo ocasionado pelo impulso.
Em lágrimas Ana Clara solicita ao querido amigo que a ajude a reconquistar o amado, diz que Pedro é seu grande amor e que jamais viveria sem ele. Luiz ainda triste por aquelas palavras decidiu ajudar.
Passados alguns dias consegue com êxito realizar a tarefa. Pedro e Clara retomam com mais intensidade o amor. Luiz vendo a felicidade do amigo percebe que na verdade estava nutrindo um sentimento que jamais existira. E a única coisa que restou desse conturbado triângulo amoroso... Foi um segredo.





Escrito por Nivianne Katrin

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