sábado, 12 de março de 2011
Por não querer
Por não Querer
Eu que nem lembrava o que era viver
Que não respeitava o tempo
E que não tinha espaço
Me vi em você
Eu que não estava aqui, nem ali.
Que não estava em lugar algum
Agora moro em você
Nunca disse que seria calmaria
E nem fui
Mas fui a constante do amor
Avassalador amor
Eu que nem queria me mover
Fui movida por este amor
Areia movediça
Submersa por querer
Eu que nem prometi te dar estrelas, céu ou lua
Te dou todas além do céu, do mar e da lua
Pois tenho todas em mim
A cada toque seu
Quem há de negar que amor é bobo?
Porque eu que nem queria te aceitar
Te recebo todos os dias assim:
Um imperfeito completo
Pois aqui, em meu amor.
Não existem pedras irremovíveis
Nem queria me mostrar
E apareço pelo avesso
Em seu domínio sempre melhor
Eu que nunca quis
Não me imagino sem
Já que amor não é querer
Ele é acontecer!
Érica Francisca de Souza
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