Coadjuvante de minha própria história
Totalmente desligada do corpo
Mente em devaneio
O levitar do espírito
Você que era dono da cena,
Que me dirigia,
Me repeliu.
Hipnotizada pela desgraça
Eu, imóvel assisto
Ao meu próprio abandono
Orfã no amor
Aqui, me vendo de longe
Sou apenas um quadro,
Sem graça e nem moldura
Um borrão. O rascunho do que deveria ser.
Uma inútil.
Apenas um espectro daquilo que fui
E que devastada,
Jamais voltarei a ser.
Érica Francisca de Souza
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