quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ímpar


Caminhando à beira do mar
O mar caminha em mim de alguma forma
A lua começa a surgir devagar
Continuo caminhando...
Continuo a observar o mar
Ainda que a tarde resista à noite
A lua não hesita em surgir majestosa no céu.
Meus olhos fitam o mar como se eu estivesse hipnotizado
Sinto-me como um lobisomem em noite de lua cheia
Uma vontade de sair correndo e gritar
Ao mesmo tempo em que tenho necessidade de me esconder
Torno- me apenas um isolado do mundo.
Estrangeiro em qualquer lugar.
Ímpar.


                                 Texto de Fernanda Martins

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