sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Fada
Quero ser adotada pela felicidade,
Me portar como Estrela,
Não caber em mim.
Quero evitar repetições,
Ser rara como pônei
E imaginada como unicórnio
Quero ser a dúvida constante:
Mito ou Verdade?
Quero viver como suicída,
Que nunca o ato concretiza.
Quero agir com despropósito,
Ter a insensatez do poeta,
Ser maestro da música em mim.
Quero um mundo de meninos,
Ser tão boa a ponto da renúncia,
E tão má para esquisofrenicamente ao outro me doar.
Quero mais ensurdecer o mundo com meus berros,
Do que viver enclausurada em minha mente
Quero o gosto amargo da derrota,
Ao doce da trapaça
Quero a companhia das borboletas,
E não de homens-abutre
Quero a cintilância
Ah! Como quero ser nobre ao falar,
E plebeu ao amar.
Quero nunca o céu olhar
E duvidar que de lá,
Alguém me olha de volta;
Quero ser mágica,
Ser música,
Ser musa
Quero todos os quereres,
Que tiver direito
E os que não tiver,
Os quero também
Quero a segurança do chão
Como também a corda-bamba do alerta
Quero tantos amigos
Quanto peixes ao mar
E com eles, em cardume caminhar
E depois de tudo isso querer,
A tudo isso ter,
Sou fada!
Escrito por Érica Francisca de Souza
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário