quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O estranho




Olhos, boca, medo, respiração.
O vento.
E na altura de um abismo contei-lhe meus segredos
E ele me puxou de volta.

Disse-me que a loucura é a parte mais sã da vida, porque é ela que marca
Pulsei.
A vida se agitou.

Agora, um estranho conhecido,
Agora, não mais estranheza,
Agora, um lugar no mundo,
Agora por não mais precisar de um futuro tenho o presente
Presente que antes me era estranho.

O estranho,
Que não me tirou do breu,
Apenas entrou comigo nele e acrescentou estrelas


O efêmero se foi
Porque um estranho me mostrou meu eu
Um eu que me era estranho,
E agora é meu. Só meu.

Um poema de Érica Francisca de Souza

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